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Vermelho, onça e estilo: militância inova em convenção de Lula

Por Notícias da Semana · · 4 min de leitura
Vermelho, onça e estilo: militância inova em convenção de Lula
brazil election convention candidate

Na convenção que lançou a candidatura do presidente Lula (PT) à reeleição, realizada neste domingo (2) na Expo Center Norte, em São Paulo, os apoiadores mostraram criatividade ao compor seus looks. O vermelho, cor predominante do partido, dividiu espaço com estampas de onça, broches e até um colete de couro preto.

A jornalista Fernanda Estima, de 57 anos, dona de um brechó no centro de São Paulo, optou por usar o vermelho de forma discreta, apenas em uma pulseira. O destaque ficou para a bolsa com estampa de oncinhas. "Sou fanática por onças", disse ela, que também usava um broche do animal prendendo uma gravata preta. Fernanda lamentou o estigma negativo em torno de quem usa estampas de onça e citou a vilã da novela das 21h, interpretada pela atriz Isabel Teixeira, como exemplo. Para ela, a alusão aos felinos é uma forma de honrá-los. "Como o animal é feroz, representa bem esse momento político. Trouxe a onça para defender a candidatura do Lula com garras e dentes. Quando a gente se veste, é para a batalha", afirmou.

Janaina Ferrato Elias, de 42 anos, dirigente do PT em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, vestiu um vestido vermelho para demonstrar seu posicionamento político. "Não ligo muito para o look, só pensei em vir com uma roupa vermelha para mostrar claramente o meu pensamento político. É que a cor transmite uma mensagem", explicou.

A produtora de eventos Karine Julia Fernandes Pedroso, de 29 anos, preferiu a discrição com um visual todo preto. "Eu me visto mais voltada para o social, é bem importante estar apresentável", contou. Já a assessora política Larissa Melo, de 30 anos, caprichou na produção com um vestido vermelho frente única e uma jaqueta preta com pedrarias. Ela viajou de Vitória para São Paulo na sexta-feira (31) e contou que a indecisão sobre o que vestir fez com que sua mala ficasse grande demais, precisando ser desfeita no meio do aeroporto. "Tive de abrir a mala ali no meio e colocar tudo em saquinhos para carregar na mão", relatou.

As amigas Constance Salawe, de 45 anos, e Mariama Bintu Bah, de 37 anos, cofundadoras da União Africana Alkeebulan, também capricharam nas roupas. Constance, que é camaronesa e vive em São Paulo há dez anos, quis representar suas raízes. "Precisamos representar o nosso continente. Ele [Lula] sempre fala de África e precisa ver a nossa beleza", disse ela, que usava um chapéu em formato de disco e um colar dourado. Mariama, que viveu no Rio de Janeiro e brinca ser uma "carioca da clara", vestia um turbante azul-turquesa e um vestido dourado com estampas. "Cresci no Rio ouvindo que o povo preto só entrou na faculdade por causa do Lula. Ele é democrático e humanista. A gente quer mais Lula", afirmou.

O funcionário público Wagner Augusto, de 66 anos, ex-metalúrgico, usou um colete preto de couro sobre uma camisa vermelha com o rosto de Lula. O visual roqueiro, com anéis e pulseiras, foi uma referência ao motoclube do qual faz parte. "Quando a gente vai a um evento, escolhe ir uniformizado, a caráter. E eu sou de um motoclube", disse, acrescentando que acompanha eventos de Lula desde a década de 1980.

A agricultora Vera Lúcia Ferreira Leão, de 52 anos, vereadora de Rosana, explicou a escolha de um vestido verde e um casaco vermelho: "Verde é vida e vermelho é sangue". O psicólogo Eduardo Lucena Rocha, de 41 anos, usou um chapéu Panamá vermelho e uma bandeira do PT para homenagear o novo adorno do presidente, que incorporou o acessório ao guarda-roupa no início do ano.

O programador Alexandre Magalhães, de 32 anos, contou que optou por uma camiseta simples, sem alusões ao partido, por receio de sofrer violência política em seu trajeto da Vila Mariana até a Expo Center Norte. "Não queria andar com uma camisa vermelha em lugares onde não sabia se estaria seguro, então não vim com a camisa do PT, mas escolhi um casaco que, apesar de vermelho, é mais neutro. Comprei ele pensando na esquerda", disse. Ele usava um boné do PT, ganho de amigos no diretório do partido em seu bairro. A fotógrafa e design Sthefanny Capelos, de 29 anos, vestiu um macacão preto e branco pela praticidade e usava adesivos de apoio a Lula de forma discreta.

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