Petista pede picanha, recebe mortadela e caso vai parar na polícia

Uma discussão política dentro de um supermercado em Santa Catarina terminou com a Polícia Militar sendo chamada. Um cliente pediu uma peça de picanha no açougue e, após dizer que havia votado no ex-presidente Lula, recebeu uma peça de mortadela de um funcionário. A provocação gerou uma discussão generalizada no local.
De acordo com relatos, o funcionário teria perguntado ao cliente em quem ele havia votado antes de entregar o corte de carne. Ao ouvir a resposta, ele entregou a mortadela no lugar da picanha. O cliente se sentiu ofendido e começou a discutir com os funcionários do setor.
Imagens gravadas por outras pessoas no supermercado mostram o homem alterado, discutindo no setor de carnes. Outros clientes tentaram conter a situação e afastar uma criança que estava no local. Houve xingamentos, empurra-empurra e correria.
A gerência do estabelecimento acionou a Polícia Militar. Os policiais levaram o açougueiro algemado para a delegacia e o cliente também foi encaminhado para prestar esclarecimentos. O caso foi registrado como injúria e perturbação. Não houve feridos.
O episódio aconteceu em junho, mas voltou a circular nas redes sociais recentemente. A situação chamou atenção por transformar um simples pedido de carne em um conflito político. A picanha, que virou símbolo de promessa de campanha, e a mortadela, usada como provocação, foram o centro da confusão.
No fim, a mortadela voltou para a geladeira, a picanha ficou no balcão e o caso foi parar na polícia. A situação reflete um clima de tensão política que tem se manifestado em situações cotidianas, transformando até uma ida ao supermercado em um campo de batalha ideológico.