Colômbia nega recusar ajuda por ideologia após terremoto

O governo de extrema direita da Colômbia negou nesta quarta-feira (12) os rumores de que estaria recusando, por "considerações ideológicas", ajuda humanitária para as vítimas do terremoto que atingiu o país há dois dias.
A situação é o primeiro teste para o presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo há seis dias. A oposição e veículos de imprensa internacionais afirmavam que o governo só aceitava doações de países com a mesma orientação política. A chancelaria colombiana negou as acusações.
O ministro Omar Bula afirmou que o país está recebendo ajuda do México, de El Salvador, República Tcheca, Alemanha, Luxemburgo, Espanha, Portugal, Catar, Israel, Índia e Chile. "Não excluímos nenhum país", disse.
Quanto ao envio de equipes de resgate, a Colômbia aceitou a participação apenas dos governos de Estados Unidos, El Salvador, Equador e Israel. A informação foi dada por David Tamayo, diretor da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD). "Só aceitaremos apoio desses países, que podem nos garantir grupos de busca e resgate reconhecidos pelo sistema internacional", explicou.
Uma equipe de voluntários mexicanos, que não integra uma delegação oficial do governo, pediu união. "Imploro a eles, vamos trabalhar juntos e tentar resgatar nossos irmãos soterrados", disse à AFP Héctor Méndez, de 80 anos, presidente da Topos Azteca, que participava dos trabalhos de resgate em Cali. "Se tentarmos politizar isso, estamos mal."