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Pai de falso médico em SP também atuava ilegalmente

O pai do falso médico preso por exercer ilegalmente a profissão em um hospital da zona leste de São Paulo também já foi investigado pelo mesmo crime. A informação foi…
Por Notícias da Semana · · 2 min de leitura

O pai do falso médico preso por exercer ilegalmente a profissão em um hospital da zona leste de São Paulo também já foi investigado pelo mesmo crime. A informação foi dada pelo secretário da Segurança Pública de São Paulo, Nico Gonçalves, durante coletiva de imprensa no 22º DP.

Segundo Gonçalves, o pai de Marcos Phelipe de Barros atuava ilegalmente como médico e teria ligação com o crime organizado. A identidade do homem e outros detalhes sobre sua atuação não foram divulgados.

Marcos Phelipe foi preso por usar documentos falsificados para trabalhar como médico. Ele utilizava o registro de um profissional verdadeiro chamado Nicolas e atuava no Hospital de Clínicas Jardim Helena, na zona leste da capital paulista.

Ele e Maike César Silva foram alvos da Operação Hipócrates II. O segundo suspeito, que também usava documentos falsos, fugiu para o Chile, segundo a investigação. A polícia apura se os dois são responsáveis pela morte de nove pessoas após atendimentos precários e errôneos.

Em um dos casos, uma idosa precisou de ressuscitação cardíaca, e um dos falsos médicos não sabia como realizar o procedimento. A paciente teve uma parada cardíaca durante o atendimento e morreu. Em outro episódio, uma mulher esperou oito horas por um exame. O Instituto Médico Legal concluiu que houve erro de procedimento e a vítima morreu de aneurisma na aorta.

Durante a investigação, Marcos Phelipe foi flagrado aplicando uma caneta emagrecedora em uma mulher na calçada de um prédio no Tatuapé. As imagens mostram o homem saindo de casa, encontrando a paciente em um carro e aplicando o injetável. Toda a ação durou menos de dois minutos.

Agentes cumprem sete mandados de busca e apreensão e dois de prisão temporária. A ação é conduzida pelo 22º Distrito Policial, de São Miguel Paulista, e ocorre em São Paulo, São Bernardo do Campo, Guarulhos, Poá e Mogi das Cruzes.

A dupla teria trabalhado por dois anos no Hospital de Clínicas Jardim Helena, realizando cerca de 2 mil atendimentos. A Justiça determinou o afastamento da gestora operacional e do diretor clínico da unidade durante as investigações. Os nomes dos afastados não foram divulgados.

O delegado responsável, José Mariano Filho, afirmou que a investigação busca também quem deu suporte ao esquema. “Estamos falando de pessoas que exerceram ilegalmente uma profissão que lida diretamente com vidas”, disse.

A primeira fase da operação ocorreu em dezembro do ano passado, com buscas no próprio hospital. A polícia diz que as diligências continuaram até a identificação de alguns dos alvos, que culminou na nova etapa desta terça-feira.

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