Zema defende voto impresso como complemento à urna eletrônica

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) defendeu nesta terça-feira, 21, a adoção de comprovante impresso na urna eletrônica. A declaração ocorreu em evento organizado pelo Grupo Voto, em Brasília.
"Tudo que puder ser feito para melhorar a confiabilidade é bom, principalmente comprovante escrito", afirmou Zema em conversa com jornalistas, segundo o Poder 360. Ele defendeu que uma amostra das urnas emita comprovante impresso, lacrado junto ao registro eletrônico, para conferência posterior entre os dois formatos.
O ex-governador afirmou ter sido eleito e reeleito pela urna eletrônica e disse considerar o sistema atual confiável. A fala foi uma reação a críticas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato à Presidência, ao sistema de votação.
Na terça-feira, 21, em encontro com embaixadores estrangeiros em Brasília, Flávio pediu que os países representados enviem "a maior quantidade de observadores possíveis" para acompanhar as eleições. No discurso, ele repetiu informação falsa sobre as urnas brasileiras.
Flávio afirmou que um documento da CIA apontou manipulação nas eleições venezuelanas de 2010 e associou o episódio a máquinas usadas no Brasil. "Uma das suspeitas é que uma empresa chamada Smartmatic, de origem venezuelana, uma das suspeitas é que tenha havido uma programação para alteração das votações naquele país nas eleições de 2010", disse. "Só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana", afirmou.
A informação é falsa. Em 2020, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia negado o uso de equipamentos da Smartmatic no sistema eleitoral brasileiro. O conteúdo foi divulgado pelo Estadão Conteúdo.